segunda-feira, 17 de setembro de 2007


Eu gosto de me sentir assim..e isso é raro de acontecer, esse não doer, não machucar, essa doce e leve indiferença por coisas vividas e que foram mais doentias que sãs... mas que não trazem arrependimento. Comer com gosto, sem nojo da maldade alheia, perceber que existem os maus e os bons, e que esses últimos estão sempre ao seu redor, embora por vezes ofuscados pelo simples prazer daqueles que te fazem sofrer, ver que o "sofrer" não existe mais, ou encará-lo como só mais uma coisa de te atrapalha, mas que você vai remover, porque o tempo te trata como um enfermo, curando pouco a pouco, removendo toda a putrefação de suas feridas, algumas mais intensas que outras, é fato...mas ele suavemente te trata... e então, um dia você acorda achando que suas lágrimas combinam com você em dias especiais, como quando seu amigo alcança um objetivo, e... nossa! É como se fosse você, ou quando você escuta aquela música que foi feita pra você a ponto de te fazer estremecer e achar isso o máximo! E até mesmo vendo propaganda de fim de ano,rs... e você vê que não há mais ferida... que nada no mundo é capaz de te machucar mais, que você está de certa forma imunizada daquele mal...você vê que amar não é sofrer demais, que sofrer demais é tolice, e que no fim de tudo, sempre restarão boas histórias para contar...

2 comentários:

Rob Gordon disse...

Concordo até a parte do "sempre restarão boas histórias para contar".

Nem sempre. Nem sempre.

cláudia disse...

"propagandas de final de ano"..rs..por que elas nos tocam tão profundamente como se o mundo dali pra frente fosse se renovar? Passam uma idéia de utopia anos 60...paz, amor , igualdade...essa esperança bem que poderia ser pra sempre...de qualquer forma é deliciosamente bom sentir-se assim.

=P