sábado, 25 de dezembro de 2010


"Eu sempre achei que o amor, que o grande amor fosse incondicional. Que quando houvesse um grande encontro entre duas pessoas tudo pudesse acontecer… Porque se aquele fosse o grande amor, ele sempre voltaria triunfal… Mas nem todo amor é incondicional… Acreditar na eternidade do amor é precipitar o seu fim. Porque você acha que esse amor aguenta tudo, então de um jeito ou de outro você acaba fazendo esse amor passar por tudo…. Um grande amor não é possível. E talvez por isso é que seja grande – para que nele caiba o impossível."

É triste perceber um estalo em algo que supúnhamos inquebrável...

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009


Sem votos esse ano.
Sem tantas palavras.
Apenas viver de maneira intensa.
Se há um desejo, é esse.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Apaixonar-se...




Perder-se...

Olhou pela janela do ônibus, o vento varria a cidade em línguas imperiosas..."vai chover", pensou.

Encontraram-se na porta de uma loja qualquer, ela comprava uma coisa qualquer...um all star...olharam-se, daquele jeito que só os amantes fazem e compreendem, suas mãos se tocaram um instante, um leve roçar, um arrepio.

Sairam conversando trivialidades, ela havia clareado o cabelo, o tocou de leve, fazendo um carinho atrás de sua orelha. Sorrisos.

Engraçado como as pessoas passam pela vida sem notar os pequenos detalhes do que lhe cercam. O correr as faz perder o que de mais saboroso há por aqui: o outro. O não notar, essa desatenção que as torna anônimas, não as faz perceber que é tão bonito isso...de se apaixonar.

Encontrar-se.

Despediram-se com um sorriso triste, um abraço quente e uma promessa de um dia talvez...

sexta-feira, 20 de março de 2009


"-Não te amo mais.
-Desde quando?
-Agora. Desde agora.Não quero mentir e não posso contar a verdade, então, está tudo acabado.
- Não me importo. Eu te amo. Nada importa.
-Tarde demais. Não te amo mais. Adeus."





Tênue (e triste) a linha que separa o "querer" do "não mais querer".

quarta-feira, 11 de março de 2009



Ela havia crescido. Saíra da Terra do Nunca, acenando com uma saudade, um lenço e uma lágrima. Deixara para trás os prendedores de cabelos, aqueles coloridos. O arco-íris, elo entre o sol e a chuva, nadava ao longe, perdido em ondas cinzas...ou estaria andando na areia pastel?
Acordara um dia e estava diferente, triste não ter se dado conta do fato, era uma auto-suficiência implícita e arrogante. Pena não ter se apercebido. Trabalhava, estudava, chegava em casa, fazia contas, pagava-as, queria mais dinheiro, ligava pros pais, afinal, “a segunda estrela à direita e então direto, até amanhecer”, é sempre uma boa direção a seguir.
O tempo era sempre tão curto e o “não” tão mais apetitoso, de repente estava só... e, curioso...a solidão lhe parecia uma taça delicada, recipiente de uma bebida doce e morna que ela queria sempre mais e mais. Foi assim, nesse torpor, crente de que tudo continuava o mesmo, amigos, família, e amores, que permaneceu.
Saira da Terra do Nunca
Sem escolha, sem aviso.
Pena não ter se apercebido.

sábado, 10 de janeiro de 2009


Talvez você não precise se proteger de seus desejos, talvez não se esqueça nunca de seu primeiro beijo ou do primeiro orgasmo, ou talvez não seja nada disso...

Andou até o centro da cozinha, sim, não havia fome, não havia tempo, nem música havia. Talvez não quisesse mesmo ter os pés fora do chão..."Trim...trim..." e o telefone que toca num ritmo intermitente de atenção; é seu vizinho, um cara interessante que lhe olhou de maneira diferente...é você ser tímida pra em seguida levantar a cabeça com um ar de esnobe.

Foi o que?Frio na barriga? Não, foi só um resquício de ser dono daquilo que nunca lhe pertenceu. Não, o cabelo não está legal, vamos tentar chapinha novamente?Ou vai apelar pros cachos? Não, vai ficar em casa mesmo, o que lhe leva interminantemente a centro da cozinha, é, mas o doce da geladeira já acabou, vamos tentar waffles?

Livrou-se das roupas antigas, uniformes antigos, certo, guardou a blusa que a madrinha lhe dera, aquela listrada, de rosa e preto, num estilo retrô, certo, deixou também o uniforme bordado, devolverá os livros emprestados, tão logo arrume o armário da sala...

Com que frequência as pessoas se aproximam de você?E qual a profundidade que elas atingem? Em outras palavras...quão grossa é sua carapaça?

Café?

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008


Votos, 2009, e um quase atraso do último dia do ano.


Eu desejo que você seja feliz, não uma felicidade explícita, só feita de sorrisos e fanfarras, uma felicidade dessas, viscerais;
Desejo que tenha amigos, os melhores, daqueles de uma vida toda ou os de um dia só; amigos pés- no-chão a ponto de mandar você ser sonhador e cabecinhas-de-borboleta o bastante para lhe chamar à realidade...Amigos com olhos de dia ensolarado;
Ah...desejo também que tenha um amor, que lhe abrace macio e acorde ao seu lado...Se ris, porque já encontraste...desejo, pois, que lhe diga coisas bonitas e tenham canções juntos...desejo ainda, nesse campo, que entenda que o outro é Um outro, e que ambos são universos em si mesmos.
Espero que você perdoe e esqueça as ofensas que alguém, por ventura, lhe fizer...e que ofenda muito pouco, ainda que seja aquelas ofensas altamente escusáveis...
Que você se dê bem no trabalho, seja o primeiro da turma, e que com a família, esteja tudo sempre “muito bem, obrigado”.

Um ano iluminado!!!



p.s:Foto anônima.